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Por dificuldade e falta de livros, escritos ou outros documentos relativos á cidade de Lamego nos tempos mais remotos, este documento começa no ano de 1057, por ser este o ano em que Lamego foi definitivamente conquistada aos Mouros. |
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1057 29 de Novembro: Conquista de Lamego por Fernando Magno aos Mouros.
1071 A diocese de Lamego é restaurada por D. Sancho e D. Elvira, filhos de Fernando Magno.
1139 São convocadas para Lamego as primeiras cortes nacionais, por D. Afonso Henriques.
1191 D. Sancho I concede carta de couto a Lamego.
1258 Fundação do primeiro mosteiro das Clarissas em Portugal, a sua localização não é certa, pensa-se que estivesse onde hoje está o convento de São Fransisco dos capuchos.
1259 O mesmo Rei, Afonso III, que tinha instalado o mosteiro das Clarissas em Lamego, transfere-o para Santarém.
1290 Início do mercado semanal pedido por Lamecenses a Dom Diniz : Dom Diniz pela graça de Deus Rei de Portugal, e do Algarve. A quantos esta carta virem faço saber, que o concelho de Lamego me enviou pedir por mercê, que Eu mandasse fazer mercado cada Domingo no castelo dessa Vila. Eu querendo-lhes fazer mercê, mando que o façam. El-Rei mandou que fosse feito aos Domingos, no entanto o Bispo de Lamego D. Fr. Salvado, considerando que o Domingo era o dia do Senhor, conseguiu mudar o mercado para segunda-feira.
1361 Nas Cortes de Elvas, a pedido do povo, foi ordenado que os Judeus vivessem em bairros apertados, esta deliberação não foi cumprida à risca, no entanto nalgumas cidades, bem como em Lamego ainda foram criadas Judiarias. As de Lamego eram: a Judiaria velha, perto da Porta do Sol e a Judiaria nova (ou Judiaria do fundo, ou grande, ou da pedra), na actual rua Nova. A Sinagoga ficava ao funda da rua, do lado esquerdo de quem desce. Outrora a rua Nova era incomparavelmente mais apertada.
1514 3 de Julho: D. Manuel concede foral novo a Lamego, neste momento a população era unicamente de 1500 habitantes. Só após este foral é que Lamego recomeçou a crescer.
1551 É ordenado Bispo de Lamego "Dom Manoel da Noronha".
1555 O Bispo de Lamego, Dom Manoel de Noronha manda construir uma capela no Bairro da Ponte, mandando vir da Igreja da Sé a imagem de "Nª Sª do Amparo", hoje "Nª Sª dos Meninos".
1564 6 de Novembro: Dom Manuel de Noronha manda demolir a pequena capela de S. Estevão para no seu lugar construir uma maior, esta ficaria onde hoje está o denominado Pátio dos Reis. É aqui referido pela primeira vez o nome de Nª Sª dos Remédios.
1565 3 de Agosto: Finda a construção da capela que veio substituir a de S. Estevão, agora de nome Nª Sª dos Remédios.
1586 Construção da Capela de "Nª Sª da Saúde" por António Soares.
1588 Inicio da construção do Mosteiro das Cinco Chagas, erguido por "Dom Teles de Menezes". Outrora, as meninas que se deixavam cortejar por galãs que não fossem do agrado dos páis, eram mandadas para o convento (Mosteiro das chagas), parece que naquela altura não havia lá poucas...
1587 Maio: Início do culto de "Nª Sª da Esperança" no Cerdeiral.
1702 Fundação do Recolhimento de Santa Teresa pela Madre Maria e com licença de Sua Majestade. Este Recolhimento situava-se sensivelmente perto do que é hoje a Escola Superior de Educação (ligeiramente a nordeste desta). Extinguiu-se no final da primeira decada de 1900.
1727 Ínicio da construção do antigo Hospital de Lamego (actual Teatro Ribeiro Conceição)
1735 Nicolau Nasoni e António Pereira elaboram um plano de obras para a reconstrução da igreja da Sé.
1737 Concluida a obra de pedraria na igreja da Sé, Nasoni é contratado para pintar as abobadas.
1738 Início da construção da fonte da igreja dos Remédios, obra de Nasoni. (Este é o nome da fonte, apesar dela ter sido construida antes da própria igreja)
1748 4 de Agosto: É eleita uma comissão para constituição da confraria que deveria providenciar a edificação de um Santuário dedicado, em exclusivo, à famosa Senhora dos Remédios.
1750 14 de Fevereiro: Era lançada a primeira pedra para a construção do Santuário de Nª Sª dos Remédios, estas obras, devido á sua sumptuosidade, demorariam mais de cem anos a serem totalmente concluídas.
1761 22 de Julho: É benzida a nova capela de Nª Sª dos Remédios, estava acabada a capela, restam agora as obras do escadório.
1773 Dom Manoel Vasconcelos Pereira é ordenado bispo de Lamego.
1784 25 de Abril: Morre o Cónego José Pinto Teixeira, fundador da capela dos Remédios.
1814 25 de Junho: O Príncipe Regente Dom João VI autoriza o estabelecimento de uma feira com o nome de Srª. dos Remédios no monte de Santo Estevão. Esta feira iria funcionar todos os anos nos dias 7,8 e 9 de Setembro. 7 de Setembro: Início da primeira feira da Srª. dos Remédios.
1830 Conclusão da construção da fonte do Lamego, cinco anos mais tarde já não tinha água. Com a boa vontade e empenho de um vereador, a questão económica foi ultrapassada e nova canalização foi feita, mantendo-se esta por cerca de um século. Inicialmente a fonte estava á altura do jardim do campo, mas com a abertura da estrada municipal nº 40 que se chamaria Av. Dona Maria Pia (hoje Av. 5 de Outubro) e o aumento do jardim para os lados do mosteiro das Chagas, foi necessário construir muros de suporte, ficando a fonte fora do jardim. A fonte é uma bela construção em cantaria de granito, ostentando no seu ponto mais alto o guerreiro Lamego, de lança na mão direita e escudo na esquerda, capacete emplumado, ficou conhecido por Lamego, dando assim nome á fonte.
1834 A Câmara de Lamego tentar conseguir, da fazenda pública, a "Cerca dos Frades" (hoje Alameda Isidoro Guedes). A igreja de Santa Cruz passa a pertencer ao Regimento de Infantaria nº 9 e numa das suas torres foi instalado o paiol.
1835 Julho: Realiza-se uma sessão camarária para defenição de um local para instalação de um mercado onde se vendessem ortaliças, frutas e legumes. Um dos locais proposto era um terreno lateral ao convento de São Francisco e pertencente a este. O projecto não foi para a frente e 17 anos depois era escolhido outro local (Rocio), embora mais tarde (44 anos depois) o projecto do mercado volta a definir este sítio como lugar ideal. Muito considerado foi também a lugar do Cavalar, por este ser mais central. 15 de Dezembro: Mouzinho da Silveira, ministro de D. Maria II, subscreve um decreto que acaba com o distrito de Lamego e cria o de Viseu.
1844 21 de Fevereiro: El-Rei concede á Câmara de Lamego o antigo Convento dos Ermitas de Santo Agostinho, para ali se construirem os Paços do Concelho (actual Câmara Municipal de Lamego). Depois de demolido, o Convento, é reconstruido como Paços do Concelho.
1846 Maio: Populares revoltam-se contra a sumptuosidade, grandeza e luxo do projecto (em execução) do novo edifício dos Paços do Concelho, recolheram-se quatrocentas e oitenta e seis assinaturas.
1848 Janeiro: Por ordem do Governo Civil de Viseu as obras no edifício dos Paços do Concelho continuam.
1849 As obras no edifício dos Paços do Concelho param.
1852 Volta-se a falar no edifício dos Paços do Concelho, pôe-se mesmo a hipotese da Câmara se mudar para o antigo Hospital (actual Teatro Ribeiro Conceição) ou ainda para a Casa dos Peixotos (actual Paço Episcopal), onde já trabalhavam alguns serviços camarários, mas, devido á impossibilidade destas é então que se opta por acabar as obras do antigo Convento.
1854 Ínicio das demolições para alargamento da rua do Cerdeiral. Vem a Lamego um Engenheiro encarregado das obras públicas para definir um local para a construção de um paiol, visto a população estar preocupada com a proximidade do actual (numa das torres da igreja de Santa Cruz). O local definido ficava situado num monte não muito distante da igreja, mas sufucientemente distante da população em geral, no entanto demorou ainda uns tempos a tão esperada transferência, neste local ainda hoje existe essa pequena construção.
1855 10h de 28 de Abril: É finalmente inaugurado o edifício dos Paços do Concelho, apesar de ainda não se encontrar totalmente pronta. A Câmara reuniu-se toda e encaminhou-se para o novo local de trabalho, seguida pela banda musical do R. I. nº 9 e muito povo.
1856 Junho: José Isidoro Guedes, homem importante no Reino e com assento na Câmara de Lamego, consegue passar para o Município Lamecense a "Cerca dos Frades" (hoje Alameda Isidoro Guedes). A Câmara de Lamego recorre a sua Majestade El-Rei, para que a construção do tão esperado paiol se faça rápidamente, com vista a tranquilizar os habitantes de Lamego.
1858 30 de Novembro: El-Rei D. Pedro V concede ao Santuário dos Remédios o título de Real Santuário.
1862 Isidoro Guesdes paga todas as obras da "Cerca dos Frades" (hoje Alameda Isidoro Guedes), algum dinheiro que consegue com diligências no Reino, outro do próprio bolso (500.000 réis), o parque nasce, sem que o Município gaste o que quer que seja.
1868 17 de Dezembro: Um incêndio na capela dos Remédios destroi uma parte da sacristia. É aprovado o projecto da Av. Maria Pia, (hoje Av 5 de Outubro) mas só 11 anos depois é que chega o alvará autorizando o começo das obras.
1873 Durante os trabalhos de construção da linha do Douro, a Câmara de Lamego tenta que esta via férrea passasse para a margem esquerda do rio Douro, para assim subir até Lamego. Apesar da ponte na Régua ter sido construída e com ela uma grande parte da restante linha até Lamego, o comboio nunca chegou a subir a esta cidade. O transporte público da Régua a Lamego era feito de diligência, com a chegada do comboio ao meio-dia, esta parte para Lamego, cheia de volumes que se carregavam uns sobre os outros. Apareciam sempre mais quatro ou cinco passageiros, depois de o carro estar cheio, eram transportados em cima dos volumes, agarrados aos varões do tejadilho, mas sempre iam. Passada a ponte do Varosa, começavam os montes, onde a subida era lenta e impaciente, pela estrada Pombalina que dava ligação á Praça de cima (Praça do Comercio).
1874 Outubro: O jornal Comércio do Porto notícia o desaparecimento do Bispado de Lamego. A Câmara de Lamego reune rápidamente procupada com a notícia. E de facto era verdade que isso iria acontecer não fosse o vigor, a firmeza e o ímpeto do Bispo António Pereira de Melo, que, com algumas deslocações a Lisboa, conssegue que o Bispado não saísse de Lamego. A Cerca dos Frades (hoje Alameda Isidoro Guedes) passa a chamar-se Alameda Municipal.A rua da Regueira passa a travessa da Olaria, a rua de Almacave a rua das Cortes e praça de cima a praça do Comercio, como ainda hoje são conhecidas, respectivamente.
1876 A Câmara da Lamego condena ao desaparecimento a ponte de cantaria (ponte do cavalar) que dá passagem ao rio coura, visto esta ir ficar soterrada devido á construção da nova estrada (actual Av. 5 de Outubro) É acabada a ampliação da capela dos Remédios, iniciada por reconstrução feita depois do incêndio de 1868.
1877 Fevereiro: Apresentação, em sessão da Câmara do projecto do Novo Hospital de Lamego. Projectado por Visconde de Guedes Teixeira (Presindente do Múnicipio), o Hospital iria ser construido em terrenos fora da cidade, devido aos inconvenientes para a saude pública que acarretaria a sua edificação em local central. Ordens Superiores autorizam a construção da nova estrada que ligaria a freguesia de Almacave á da Sé, mais tarde Av. Dona Maria Pia, hoje Av. 5 de Outubro.
1879 O Arquitecto Augusto Cid apresenta o projecto do mercado a construir precisamente no mesmo local que tinha sido pensado há 44 anos atrás. Desta era de vez, o mercado iria mesmo ser construído.
1880 3 de Maio: Início do levantamento da torre sul da capela dos Remédios, desenhada pelo arquitecto Augusto de Matos Cid e construida pelo mestre Manuel Domingos Barreira, ficando concluída passados seis anos. Agosto: Início das obras do mercado no local de São Francisco.
1882 28 de Junho: É autorizada a compra dos terrenos para a instalação do Novo Hospital de Lamego, o local era conhecido por Leira da Certã, perto de Alvoraçães. 15 de Agosto: El-Rei Dom Luis I assenta a primeira pedra no Novo Hospital. O martelo e a colher utilizadas por El-Rei eram de prata e ainda hoje se encontram guardadas. No mesmo dia, El-Rei, sua esposa a Rainha Dona Maria pia, o Príncipe Dom Carlos, o Infante Dom Afonso, o Presidente do Concelho de Ministros e Ministro da guerra, Sr. António Fontes Pereira de Mello, o Ministro do Reino e das obras públicas, algumas Damas da Rainha e pessoas pertencentes á corte Real, Governadores Civis de Viseu, Coimbra, Porto e VilaReal, ainda o Presidente e vereadores da Câmara de Lamego visitaram durante cerca de meia-hora a adornada igreja de Almacave, sendo sempre bastante saudados pelo povo que se espalhava pelo adro, bem como pelas ruas adjacentes. Foi um grande dia para a cidade este... 26 de Agosto: Inauguração do mercado com o nome de Príncipe Real Dom Carlos, pelo Comendador José dos Santos Leitão. Mudança do nome da rua do Carvalho para rua Marquês do Pombal, nome que ainda conserva hoje. A igreja de Santo Agostinho (igreja da Graça) sustentava ainda um belo pórtico Renascentista. Tentativa de mudança também na rua da Olaria, para rua Cardoso Avelino, por louvor a este lamecense. Durante vinte dias teve Lamego duas ruas com o mesmo nome, findo esses dias o Sr. Presidente da Câmara recorda que já tinha sido prestada homenagem quando este foi Ministro das Obras Públicas. no que era antes a rua da Corredoura (ainda hoje rua Cardoso Avelino), então a rua da Olaria conservou o mesmo nome, sendo ainda hoje assim conhecida. A "Alameda Municipal" passa a "Alameda Isidoro Guedes" em louvor ao homem que por ela mais fez.
1885 Abril: A casa dos Pinheiro d´Aragão é arrendada, pela Câmara, por 225$00 anuais, para ali se instalar o Liceu de Lamego. Instituição esta que só iria funcionar, naquele local, no ano seguinte. O Sr. Presidente da Câmara de Lamego propõe a mudança do mercado semanal das segundas-feiras para os sábados, o que foi logo aprovado pela vereação e por Sua Ex.cia o Senhor Governador Civil.
1886 27 de Novembro: Conclusão da torre sul da capela dos Remédios.
1887 A comissão encarregada do estudo para a reconstrução da fonte do Almedina, propõe que a referida obra fosse executada na Av. Dona Maria Pia (actual Av. 5 de Outubro) em terrenos da família Bernardo Pinheiro d´Aragão. Os terrenos foram expropriados perto da entrada para Fafel, ficando esta com o mesmo nome (Árabe) de Almedina. Mudando novamente de sitio mais tarde por exigências do progresso.
1892 15 de Maio: Inauguração do Hospital novo de Lamego, no cimo de Alvoraçães, gastaram-se neste edificio 56 contos de réis. Neste dia ouve festa, além de muitos lamecenses presentes e o Monarca da altura, apareceram também, vindos do Hospital Velho, os doentes que nesse mesmo dia o iriam «habitar». A Câmara de Lamego compra o edifício onde funcionava o Liceu, que até aqui se encontrava arrendado pela familia Pinheiro d´Aragão, por 14 contos.
1895 Mudança de nome no Campo do Tablado (actual Jardim do Campo) para Passeio da Rainha Regente Dona Amélia, com vista a luovar a Rainha de então. Aqui tocava frequentemente o R. I. nº9 (Regimento de Infantaria nº9) das 5 ás 7 da tarde, era então que as senhoras exibiam os seus melhores trajes e chapéus, espremidas nos seus espartilhos.
1896 26 de Junho: Pela extinção do concelho de Tarouca, foram incluidas no concelho de Lamego as freguesias de Dalvares, Gouviães, Ferreirim, Lalim, Lazarim, Meijinhos, Tarouca e Várzea da Serra, que pertenciam àquele concelho.
1897 31 de Julho: Na tarde deste dia um incêndio devora o Hospital velho (actual Teatro Ribeiro Conceição)
1898 22 de Março: É assinado um contrato entre a Mesa da Real Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios e a Real Companhia Horticula Portuense para a arborização do parque dos Remédios. Neste contrato ficou estabelecido que a Real Companhia Hortícula Portuense teria que executar tal trabalho com arte e fino gosto, pela quantia de 10000$00 réis, pagos em prestações de 500$00 réis. Com o projecto de arborização do parque, veio também a ideia de uma gruta a meio da carreira central, obra essa que viria a ser começada ainda nesse ano. Esta gruta (que ainda hoje existe) era em cimento e tinha no seu interior a imagem de São João Batista (imagem oferecida pela familia Macário de Castro), isto talvez se deva ao facto da gruta ter sido inaugurada por alturas do São João do ano seguinte, e não por altura das festas dos Remédios deste mesmo ano, como estava previsto antes. Nasce a firma Valle, Filho & Genros com a finalidade de venderem vinhos espumantes do tipo Champagne, ficando mais tarde conhecida como Raposeira.
1905 4 de Setembro: Última pedra na cúpula da torre norte da capela dos Remédios, pelo mestre lamecense José Luis Perpétua. Estava então terminada esta monumental obra.
1909 21h de 28 de Dezembro: Um grande incêndio devora um importante edificio situado na (hoje) Av Visconde Guedes Teixeira. O prédio ficava perto da ponte da Olaria (hoje inexistente) e nele habitava o Sr. Francisco José Campos, digno tenente de Infantaria e o Sr. Arnaldo Coelho da Silva, este último possuidor de um belo estabelecimento de modas no andar térreo. Cerca da meia-noite todo o edifício tinha sido totalmente consumido pelas chamas restando só ruinas. A actuação dos bombeiros foi bastante questionada, facto que ditou a dissolução deste corpo dois dias depois. 30 de Dezembro: O vereador do pelouro dos incêndios, Sr Senna, extingue a Companhia de Bombeiros Municipais, alegando a sua inutilidade no incêndio decorrido dois dias antes, criando de seguida outro corpo de bombeiros mais bem organizado.
1910 É arquitectada outra gruta no Parque dos Remédios, perto da fonte pura, desta vez em granito e de maiores dimenções que a de 1898. A bela construção mostra-nos no seu interior três meninos alados segurando dois peixes. Mais tarde seria transferida para esta gruta uma escultura chamada "Sereia". O mercado Príncipe Real Dom Carlos muda de nome para Dr. Miguel Bombarda. É também votada a demolição da igreja de São Francisco para alargamento do mercado, felizmente nunca veio a acontecer. A Av. Maria Pia (actual Av. 5 de Outubro) muda de nome, passando a chamar-se Av. Machado santos. São suspensos os trabalhos de restauro no Paço Episcopal (actual Museu). O edifício é confiscado pela Républica. A Câmara Municipal de Lamego pede ao governo a dita casa para a transformar num Museu.
1911 7 de Abril: Ás oito e meia da noite deste dia foi inaugurado o Salão Theatro, no largo do Espirito Santo (Actual cruzamento da Av. Visconde Guedes Teixeira com a Av. 5 de Outubro). A empresa Soares & C.ª tinha conseguido a presença da Companhia de Theatro Nacional de Lisboa, para a estria de Lamego. A casa era do mais moderno para a altura, os preços variavam, na frente 1$210, na 1ªfila 810 réis, 2ª fila 610 réis, cadeiras 710 e geral 350 réis. Para se poder fazer uma melhor ideia destes preços, o valor de uma Filosofia Elementar (volume cartonado) era de 1$200. A primeira peça chamava-se Infelizmente esta sala não durou muito tempo. 21h de 26 de Junho: Deflagra «o grande incêndio» na rua de Almacave. A parte direita de quem desce a rua ficou totalmente destruida, ao todo 21 casas desapareceram com este incêndio. O Paço dos Bispos da Diocese é transformado em Museu público, nasce assim o Museu de Lamego.
1912 Outubro: Tentativa fracassada de mudança do nome da rua do Cerdeiral para rua da Montanha.
1914 A Câmara de Lamego propõe a venda do antigo Hospital de Lamego (edifício ardido) a quem quisesse construir casa.
1916 11 de Abril: É modificada a área das freguesias de Almacave e Sé.
1917 26 de Março: É aprovado, em Diário do Governo, um projecto apresentado pelo Presidente da Comissão Executiva da Câmara de Lamego, Dr. Alfredo de Sousa. Do projecto fazia parte uma grande Avenida (hoje Av. Dr. Alfredo de Sousa) a começar no largo do Espirito Santo e a terminar na base do monte do Escadório. A príncipio houve problemas causados pela falta de estabilidade monetária (estavamos na 1ª Grande Guerra) e no concurso para a empreitada ninguém aparecia a licitar. Foi então que a Câmara decidiu pela administração directa e os trabalhos lá se iniciaram. 5 de Abril: É criado o Museu Regional de Lamego. Grandes expropriações na rua Marquês do Pombal, para alargamento e alinhamento da mesma. É então que desaparece o belo pórtico da igreja da Graça.
1919 23 de Agosto: Arrematação para a cobertura do Coura
1920 Restauro da Capela de "Nª Sª da Paz, antiga Sé da Lamego (rua do Castelo).
1922 21 de Dezembro: A Câmara expropria o Salão Theatro para dar lugar ás obras de cobertura do Coura e alargamento da rua Visconde Guedes Teixeira (hoje Av.). O teatro ainda sobreviveu mais uns anos até as obras começarem.
1923 2 de Janeiro: Quase a terminarem as obras na nova avenida, é-lhe dado o nome de Av. Dr. Alfredo de Sousa.
1924 Vinte e sete anos depois do incêndio que comeu grande parte do antigo Hospital (actual Teatro Ribeiro Conceição), José Ribeiro Conceição compra as ruínas do edifício setecentista por dez contos e um escudo, mantendo a fachada principal transforma-o num Teatro, sendo inaugurado como Teatro Ribeiro Conceição cinco anos mais tarde.
1926 28 de Agosto: A casa e a cerca que ladeavam o Museu são cedidas ao município por decreto governamental. A direcção da Liga dos Combatentes da Grande Guerra lembra ás Câmaras do país que seria de bom grado que algumas das novas ruas e artérias se chamassem Av. ou rua dos Combatentes da Grande Guerra. Em Lamego ainda se chegou a mudar o nome na Av. Dr. Alfredo de Sousa, mas mais tarde, esta viria a ter o anterior nome.
1929 2 de Fevereiro: Inauguração do Teatro Ribeiro Conceição
1930 Condenado pelo progresso e também pela fuga de público para o novo espaço (Teatro Ribeiro Conceição), o Salão Theatro descia o pano defenitivamente.
1931
1932 As pedras resultantes da demolição de grande parte do muro da cerca do Paço (actual Museu), passam para o campo de jogos dos Remédios. A demolição do muro ficou a dever-se ao caminho de ferro, que se pensava na altura que iria chegar a Lamego. Mais tarde é lá construido o Palácio da Justiça.
1936 19 de Junho: O Museu de Regional de Arte e Arqueologia de Lamego encerra para obras de restuaro.
1937 31 de Março: Nasce, através de escritura de trespassa, a nova Papelaria Central na rua de Almacave (a mais importante rua comercial de Lamego, encontrava-se agora praticamente renovada do grande incêndio de 1911).
1938 3h e 15m de 18 de Agosto: É dado o alarme de incêndio na rua de Almacave. O Colégio Moderno, a Papelaria Central e mais três ou quatro casas ficariam destruídas por este incêndio (Desastroso, mas não tanto como o de 1911). A Papelaria Central reabre novamente no mesmo local, mas desta vez em edifício novo.
1939 1 de Agosto: O Museu de Regional de Arte e Arqueologia de Lamego reabre as portas depois das obras de restauro.
1949 D. João Campos Neves manda fazer o Inquérito das Igrejas e Capelas da Diocese.
1964 31 de Maio: Conclusão da "Casa do Peregrino", hoje Hotel Parque. É desalojada do Museu de Lamego a Biblioteca Municipal.
1965 12 de Dezembro: É abolida a designação Museu Regional de Lamego, passando a ser Museu de Lamego apenas.
1968 Sai do edifício do Museu de Lamego o quartel da GNR, ficando este com mais espaço para expor todas as suas obras de arte.
1969 Conclusão da parte final do Escadório dos Remédios, ficando assim este ligado á cidade (Av. Dr. Alfredo de Sousa). Pavimentação do claustro do Museu de Lamego.
1979 20 de Julho: A casa de Santa Cruz é pasto de chamas. Arde assim um Palacete com brasão Nobre.
1981 Inauguração do novo Mercado Municipal.
1983 27 de Abril: A igreja de Almacave sofre um violento incêndio que devora a capela-mor, parte do trono, e a imagem da padroeira.
1987 O Teatro Ribeira Conceição fechas as suas portas. Apesar das várias promessas feitas para concretizar o seu restauro e abertura, as obras param e o Teatro não volta a ver os seus espectadores durante este século.
1997 Setembro: Fim das obras do sub-lanço do IP3 Lamego/Bigorne. Este sub-lanço com características de auto-estrada deveria ter sido inaugurado neste mesmo mês, mas devido aos acessos ao centro da cidade se fazerem só por uma rua (Cardoso Avelino) centenária, estreita, com algum comercio e por natureza com algum trânsito, a inauguração foi assim adiada por tempo indeterminado. A câmara de Lamego nada fez, enquanto teve tempo, para solucionar a situação, falava-se numa variante já antes de começarem as obras do sub-lanço, mas não foi feita nem sequer começada aquando do fim das obras do troço. Desde o inicio das obras do IP3 que sempre se soube onde ficaria localizado o nó de ligação a Lamego. Além disto a Câmara de Lamego deveria ter-se batido mais pela existência de mais de um nó de ligação á cidade, mas não o fez. Outubro: Depois de anos deveras sujos, onde o lixo aflorava em qualquer canto da cidade, a recolha de lixo é privatizada. A empresa RECOLTE passa a tratar dos lixos urbanos. Nota-se desde então uma grande melhoria na recolha do mesmo. 10 de Novembro: É finalmente inaugurado o sub-lanço do IP3 Lamego/bigorne, com uma extensão de 13 Km. Contra a vontade da Câmara de Lamego, o Ministro do equipamento João Cravinho desloca-se a Lamego para cortar a fita do sub-lanço. Com um preço aproximado dos 6 milhões de contos, este sub-lanço possui duas faixas de rodagem em cada sentido e uma divisória ao meio. O trânsito torna-se então caótico na rua Cardoso Avelino, é então que a Câmara promete, mais uma vez, fazer uma variante que ligará o Desterro á Meia Laranja. Dezembro: O partido socialista ganha, novamente, as eleições autarquicas para a Câmara de Lamego. Não com Rui Valadares a candidato, mas sim José António Santos.
1998 Março: Lançamento da Ardínia, revista da Câmara Municipal de Lamego. 1 de Junho: É editada, na internet, esta página não oficial da Cidade de Lamego, não existindo ainda uma página oficial da cidade. |
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Paulo Alexandre Monteiro |